Inondations au Brésil - région de Thérésopolis

Publié le par jean Cléroux

  des nouvelles d'un ami :

 

16 janvier. Caxambu, oú nous sommes depuis le 2 janvier, après plus de 700 kms de route, la plupart du temps sous la pluie. Pas moyen de donner d ´autres bonnes nouvelles. Vous avez dû voir la catastrophe qui a atteint les villes de montagne autour de Rio. Plus de 535 morts déjà recensés ce soir à huit heures. Et combien de dizaines sous les décombres ? Des milliers de familles qui ont tout perdu. Manque d’eau potable et de nourriture (les routes sont bloquées. Tous disent: il faut repartir de zero ; c´est poignant quand on pense à ce que ça signifie pour un manoeuvre, une employée de maison. Ce drame combine les pluies de l´été, La Niña, le réchauffement climatique, la formation géologique de la serra do mar (des blocs de granit et une fine couche de terre qui s´est imprégnée rapidemment d´eau) l´incurie et la corruption des politiciens qui laissent les gens s´installer n´importe oú et en trop grand nombre (et les maisons de campagne des riches et les hotels dans des endroits merveilleux, au bord des rivières de montagne, défiant le bon sens) et n´ont pas de politique urbaine, la pauvreté qui fait qu´on s´installe oú on peut, le déboisement et puis notre impuissance et notre fragilité, à nous, associations de la société, trop peu soutenues par la classe moyenne.

Ici, à Caxambu, il a plu 24 heures sans arrêt. Le parc des eaux thermales a été noyé sous 50 cms d´eau. Le ruisseau qui le traverse a fait le plein, mais comme il prend sa source non loin d´ici, on ne court pas le risque d´une trop grave innondation.

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d'après le journal Globo aujourd'hui 15 janvier
unautre journal - diario de Cuiaba
Desespero toma conta dos sobreviventes

No meio de tanta dor, os sobreviventes ainda tiveram de conviver com boatos alarmistas. Ontem à noite, as prefeituras contabilizavam 541 mortos e 6.170 desabrigados


Vala coletiva é construída em cemitério para receber mortos em Teresópolis. Situação ainda é de caos
FELIPE WERNECK, MARCELO AULER, MÁRCIA VIEIRA, ROBERTA PENNAFORT, PEDRO DANTAS e
Da Agência Estado – Rio

Três dias depois do temporal que arrasou parte da região serrana do Rio de Janeiro, o desespero toma conta dos sobreviventes nos oito municípios atingidos. Faltam luz, água e comida para a população. Há cidades ainda isoladas, como São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim. Até as 19h30 de ontem, as prefeituras contabilizavam 541 mortos, 6.170 desabrigados e 8.420 desalojados.

No meio de tanta dor, os sobreviventes ainda tiveram de conviver com boatos alarmistas ontem. No centro de Teresópolis, na área comercial mais movimentada da cidade, ocorreu um assalto a uma loja. Mas o que se espalhou é que teriam havido vários saques, arrastão e até tiroteio. Comerciantes fecharam as portas e, com medo, demoraram a reabrir.

FRIBURGO

Em Friburgo, informações infundadas sobre o rompimento de uma barragem provocou correria no centro, com gente afobada chorando pelas ruas. Motoristas abandonaram seus carros; alguns voltaram na contramão.

Sobreviventes continuam tentando encontrar parentes entre os mortos. Em Friburgo, a orientação é que eles levem fotografias em que seus parentes apareçam com os dentes à mostra Isso para facilitar a identificação de corpos que já estejam em estado avançado de composição.

TERESÓPOLIS

Em Teresópolis, onde já morreram 229 pessoas, são tantos corpos no IML da cidade, que, ontem, as pessoas tiveram que usar máscaras para suportar o mau cheiro na hora de reconhecer os corpos de seus parentes. Os sepultamentos não param. Mesmo de madrugada, parentes choravam seus mortos tentando se equilibrar, na chuva e sem iluminação, entre as mais de 180 covas rasas abertas. Com a falta de lugar para os enterros, a Justiça do Rio autorizou a exumação antecipada de corpos enterrados em 2007 no Cemitério Carlinda Berlim, o principal de Teresópolis. Os restos mortais deveriam ser retirados ao longo de 2011, mas isso será feito emergencialmente, para que deem lugar às vítimas.

AJUDA

O socorro continua desembarcando nas áreas atingidas. Ontem, 225 homens da Força Nacional de Segurança chegaram à região serrana. Eles vão auxiliar nas buscas por vítimas e na manutenção da ordem pública nas áreas atingidas pelos temporais no estado, principalmente em Teresópolis.

O secretário de Defesa Civil de Teresópolis, Flávio de Castro, disse de manhã que o número oficial de desaparecidas era de 25. Mas admitiu que provavelmente há muito mais corpos nos locais onde os bombeiros não conseguiram chegar.
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Publié dans nouvelles du Brésil

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