les Indiens Xavante du Mato Grosso (en portugais)

Publié le par jean Cléroux

Les indiens Xavante ont eté visités en 2004 par le rapporteur aux droits de l'homme pour l'environnement - ce qui est relaté dans la vidéo "une terre pour vivre" (titre emprunté pour le festival bi-annuel de Cajou) -

 

 

Povo Xavante denuncia despejo de veneno próximo à Marãwaitsédé

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Indígenas Xavante denunciam despejo de agrotóxico próximo a Terra Indígena (TI) Marãwaitsédé, no último dia 26 de dezembro. Um avião teria pulverizado uma área próxima a aldeia durante 20 minutos. Aproximadamente 20 Xavante que estavam no local relatam que sentem fortes dores de cabeça e febre alta após a ação.

A reportagem é de Luana Luizy e publicado pelo portal do Cimi, 10-01-2013.

“Foi um ataque visível para nós, eu vi um pequeno avião jogando veneno aproximadamente às 8 horas da manhã do dia 26, bem próximo a aldeia, eu mesmo estou com problemas de vista e dores de cabeça após o despejo”, afirma o Padre Aquilino Xavante. O mesmo conta que não é o primeiro caso de despejo de veneno e que já ocorreram mortes nos Xavante em função de pulverização em locais próximos a aldeia.

A fazenda ao lado da terra é constituída de plantação de soja e fica a menos de 10 km da TI.  Cosme Xavante, uma das lideranças de Marãwaitsédé afirma que o avião passou rapidamente por cima da aldeia. “Nós temos uma lavoura na divisa com a fazenda. Eles passaram jogando veneno na semana passada também, sempre teve pulverização, mas nunca tão perto, nossa saúde está prejudicada”.

A liderança afirma que a Funai compareceu na aldeia e que o órgão alegou encaminhar o caso para investigação pelo Ibama. Em entrevista ao Cimi, o órgão indigenista afirmou que não há nenhuma comprovação por intoxicação ou despejo de agrotóxicos, mas que estão apurando a denúncia.

A operação de desintrusão da TI está em andamento e segundo informe da Funai: “Quem não sair terá os bens confiscados pela Justiça e deverá responder pelo crime de desobediência”. Os invasores tentam intimidar os indígenas após o mandado de desintrusão dos ocupantes ilegais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 18 de outubro, pelo então presidente do STF, o ministro Carlos Ayres Britto.

De lá para cá intimidações e ataques pelos fazendeiros têm sido constantes. No dia 3 de novembro de 2012, um indígena foi perseguido na cidade de Água Boa por dois carros com pessoas que reconheceu serem do núcleo da invasão no território indígena Marãiwatsédé e capotou o veículo, sofrendo algumas escoriações.

Outro caso de intimidação que teve repercussão foi do bispo emérito de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, que se afastou no início de dezembro de 2012 de São Félix. O bispo foi acusado de ter sido responsável pela decisão do STF. Ameaças haviam se tornado cada vez mais insistentes e perigosas: "O bispo não verá o fim de semana".

Histórico

Marãwaitsédé está localizada nos municípios de Alta Boa Vista e São Félix do Araguaia, estado do Mato Grosso e começou a ser invadida durante a década de 1950 sendo adquirida na década seguinte irregularmente pela agropecuária Suiá-Missu. Os indígenas acabaram sofrendo migração forçada para a Missão Salesiana de São Marcos, 400 km longe de Marãiwatsédé, onde houve epidemia de sarampo. Cerca de 150 indígenas morreram e em 1980, a terra foi vendida para a empresa petrolífera italiana, Agip.

Durante a Conferência de Meio Ambiente realizada no início de 1990 no Rio de Janeiro, a Eco 92, a Agip anunciou, sob pressão, que devolveria Marãiwatséde aos Xavante. Dos 165 mil hectares homologados e registrados pela União, apenas 20 mil estão ocupados pelos indígenas. A terra foi homologada pelo Executivo em 1998 e mesmo com o reconhecimento, os indígenas sofrem grandes pressões de latifundiários e do poder político local para que Marãiwatsédé permaneça nas mãos dos fazendeiros.




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Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.
Secretaria Operativa Nacional
fone: (11) 3392 2660 / (11) 7181-9737
site: www.contraosagrotoxicos.org

 

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en français ça pourrait donner quelque chose comme ça :

 
 

La tribu Xavante dénonce la pulvérisation de pesticide à Marãwaitsédé

Les indiens Xavante dénonce un épandage de produits toxiques agricoles à proximité de la terre indigène de Marãwaitsédé, le 26 décembre dernier, Un avion aurait pulvérisé des produits sur une surface proche de leur village, durant 20 minutes. Environ vingt Xavante qui étaient sur place racontent avoir ressenti de forts maux de tête et un important état fièvreux après cette action.

Ce reportage est de Luana Luizy et est publié sur le portail du Cimi le10 janvier 2013,

“C'a été une attaque visible pour nous, j'ai vu un petit avion déversant du poison vers environ 8 heures du matin, le 26, bien proche du village, j'ai eu moi même des problèmes de vue et des douleurs de tête après ce déversement», affirme le prêtre Aquilino Xavante. Le même raconte que ce n'est pas le premier cas de déversement de poison et que déjà se sont produits des décès chez les Xavante après des pulvérisations dans des lieux proches le village.



La fazenda, à côté de la terre, est constituée de plantation de soja et se trouve à moins de 10 km de la Terre Indigène.  Cosme Xavante, une des responsables de Marãwaitsédé, affirme que l'avion est passé rapidement au dessus du village. « Nous avons un champ limitrophe de la fazenda. Ils sont passé en pulvérisant des insecticides la semaine dernière aussi, il y a toujours eu des pulvérisations, mais jamais aussi près, notre santé est atteinte».

La responsable affirme que la Funai est venue dans le village et que l'agence va faire remonter le cas pour interroger l'Ibama. Au cours d'une entrevue avec le Cimi, l'agence de la Funai a affirmé qu'il n'y a eu aucune constatation d' empoisonnement ou déversement d'agrotoxiques, mais qu'ils enrégistraient la dénonciation.





L'opération de libération de la Terre Indigène suit son cours, comme le déclare la Funai : «Celui qui ne voudra pas sortir aura ses biens confisqués par la Justice et devra répondre du crime de désobéissance ». Les envahisseurs essayent d'intimider les indigènes après le mandat de départ des occupants illégaux par le Tribunal Suprême Fédéral (STF), le 18 octobre, par le président d'alors du STF, le ministre Carlos Ayres Britto.

 

Depuis lors des intimidations et des attaques par les agriculteurs ont été constatées. Le 3 novembre 2012, un indigène a été poursuivi dans la ville d'Água Boa par deux voitures avec des personnes qui ont reconnu être du noyau d'invasion du territoire indigène de Marãiwatsédé et qui ont renversé le véhicule, blessant les occupants.

 

Un autre cas d'intimidation, qui a marqué, a été celui de l'évêque émérite de Saint Félix do Araguaia, Don Pedro Casaldáliga; cela s'est produit au début de décembre 2012 à Saint Félix. L'évêque a été accusé d'avoir été responsable de la décision de STF (Tribunal Suprême Fédéral ). Des menaces qui devenaient de plus en plus insistantes et dangereuses : «L'évêque ne passera pas la fin de la semaine ».



Historique

Marãwaitsédé se situe sur le territoire des villes de Boa Vista et de Saint Félix do Araguaia, état de Mato Grosso, et a commencé à être envahi pendant la décennie de 1950 et a été acquis dans la décennie suivante irrégulièrement par la société agro-pastorale de Suiá-Missu. Les indigènes ont été obligé de migrer à la Mission Salésienne de Saint Marcos, à 400 km de Marãiwatsédé, où il a y eu épidémie de rougeole. Environ 150 indigènes sont morts et en 1980, la terre a été vendue pour la société pétrolifère italienne, Agip.



Pendant la Conférence de l'environnement réalisée dans le début de 1990 à Rio de Janeiro, à Eco 92, Agip a annoncé, sous pression, qui rendrait Marãiwatsédé aux Xavante. Des 165 mille hectares homologués et enregistrés par l'Union, seulement 20 mille sont occupés par les indigènes. La terre a été homologuée par l'Exécutif en 1998 et reconnue telle (terre indigène). Les indigènes souffrent de multiples pressions des “latifundiários” et du pouvoir politique local pour que Marãiwatsédé reste dans les mains des fazendeiros.

 







Campagne Permanente Contre l'Agrotóxicos et Par la Vie.
Sécreteriat général National
téléphone : (11) 3392 2660/(11) 7181-9737

site : www.contraosagrotoxicos.org

 

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Publié dans nouvelles du Brésil

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J
Ceux qui ne lisent pas très bien le portugais seraient peut être heureux d'avoir une traduction ...<br /> cela va venir ... patience
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